Leia antes de cortar!


Não tem nada mais irritante que etiqueta de roupa pinicando, não é mesmo? Pois é, mas antes de sair cortando freneticamente a bendita etiqueta, é legal saber que ali estão informações importantíssimas para a conservação da sua peça!

A etiqueta da roupa existe para ajudar… À primeira vista, parece complicado, concordo. Mas quando a gente presta atenção direitinho, percebe que não é um bicho de sete cabeças. E para não ter confusão, a simbologia é a mesma no mundo todo e vem sempre na mesma sequência.

Esses símbolos nada mais são do que instruções do que você pode ou não fazer na hora de lavar, alvejar, secar e passar.  E com a variedade de tecidos no mercado, é muito importante ler a etiqueta para saber como tratar o tecido na hora da lavagem, veja só:

1º:  Lavagem – envolve temperatura, enxágue, centrifugação e instruções para lavar a peça à mão ou não.
2º: Alvejamento – indica o uso ou não do cloro no processo da lavagem.
3º: Corresponde ao processo de secagem, que pode ser natural (em varal) ou em tambor (na secadora roupas), e como ela deve ser feita.
4º: Este símbolo mostra as recomendações na hora de passar, se ela pode ser passada a ferro, e qual a temperatura ideal para isso.
5º: O último símbolo fala sobre a limpeza a seco. Mas com esse, você não precisa se preocupar tanto, essas informações são para a equipe da lavanderia, quando a sua peça precisar de um tratamento mais profissional, certo?

Agora vamos à parte prática:

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Usado, vintage ou retrô?


Você sabe qual é a diferença entre usado, vintage e retrô?

Parece que virou moda dizer que uma peça antiga é uma peça vintage, né? Por exemplo: Encontrei uma jaqueta de couro vintage maravilhosa no armário da minha mãe!

Bem, não é exatamente assim que as coisas funcionam…

Vintage é um termo em inglês dado a colheita de vinhos. Vem de “vint” relativo à safra de uvas e “age” de idade. A melhor tradução seria “boa safra”.

Para ser considerada uma peça vintage, a roupa precisa cumprir certas exigências:

1) A roupa tem que ter pelo menos 20 anos de existência

2) Não ter sido customizada – bordados, recorte nas mangas, mudança drástica de comprimento…

3) Representar uma tendência, uma década, ou o estilo de um estilista específico.

Por exemplo, um smoking Yves Saint Lauret feito na década de 1960 é uma peça vintage. Um blazer com corte incrível achado em um brechó mais maravilhoso ainda, é apenas uma peça usada – nem por isso menos interessante.

Mas, e o retrô?

Retrô (em inglês, retro) significa para trás. É o relançamento de uma moda, ou seja, uma peça nova com estilo e modelagem que remetem aos anos 60, 50, 40… O retrô se refere à réplica de objetos antigos, uma releitura do passado. Sabe aquele vestidinho de poás lançado ainda este ano com estilo anos 50? É uma peça retrô!

Ou seja, vintage é antigo de verdade e histórico, retrô é atual com referência vintage e cara de antiguinho. Essas expressões podem ser usadas não somente na moda, mas também na fotografia, arquitetura, decoração e por aí vai…

A história da arte…Nas unhas!


Na próxima vez que você escolher um esmalte lembre-se que esse ritual se repete há 7.000 anos. Isso mesmo – a história do esmalte ou nail art é longa e cheia de altos e baixos, momentos geniais, apetrechos e muito mais.

O It Some Girls retrocedeu na história para entender melhor a prática da decoração dos dígitos que se estende por civilizações e continentes. Aparentemente, nós não somos as únicas que gostam de ter as unhas feitas.

Com vocês, a ilustre história ilustrada das unhas:

5000 aC – Embora a origem exata dos cuidados com as unhas seja obscuro, muitas  fontes dizem que tudo começou na Índia, as mulheres tingiam suas mãos com henna – prática que continua até hoje.

 

 

 

 

 

 

 

 

3000 aC – Os chineses criaram uma complexa formula de goma-arábica, gelatina, cera, tintas vegetais e clara de ovos. Pétalas de rosa e orquídea contribuíram para produzir tons do rosa ao vermelho, mas a aplicação do “esmalte” era complicada e por vezes, deveria ser feita durante a noite, para produzir um efeito pigmentado diferente.

 

 

 

 

 

600 aC Durante a dinastia chinesa Chou, os aristocratas preferiam exibir longas unhas prateadas e douradas. Ponteiras adornadas com jóias protegiam as unhas e eram símbolo de riqueza.

 

 

 

 

 

 

 

 

0-1800 AD – Por um longo período durante a Idade Média, fazer as unhas era  mais ou menos considerado uma coisa do passado. De fato, era a idade das trevas! Foi durante a Renascença que a velha tradição de fazer as unhas voltou a moda entre as ricas mulheres europeias – embora evitassem qualquer tipo de pigmento.

No entanto, houve um ponto positivo neste período; no século 15, oceanos de distância, os Incas inventaram as “unhas artisticas” que conhecemos hoje, eles decoravam as unhas com complexas imagens de águias.

 

1800 – 1900 – Na era vitoriana usavam somente um simples óleo vermelho claro polido com camurça. Esse tratamento minimalista foi em parte devido aos transparentes ideais de beleza interior, higiene física e pureza moral. A etiqueta recomendava somente suco de limão e vinagre para clarear as pontas das unhas, Flauber comparou em seu mais famoso romance (1856) as unhas de Emma Bovary com o mais claro e limpo marfim.

 

 

 

 

1920 – A era irreverente melindrosa dos anos 20 vestia roupas novas e uma nova atitude. Revigorou a cena das unhas com o vermelho old-school, assim como a manicure meia lua.

 

 

 

 

 

 

 

 

1930 – Em 1932, A Revlon lança a sua primeira linha de esmaltes com cores nunca vistas antes! Era possível estar na moda de forma bem econômica durante a Depressão. Inspirado nas tintas automotivas, o maquiador Frances Michelle Menard teve a ideia de usar cores solidas ao invés de somente tingir as unhas. A partir daí, os irmãos Revlon e o químico Charles Lachman colocaram a mão na massa e criaram o esmalte que conhecemos hoje.

 

 

 

1930 – 1950 – Em 1934, o dentista Maxwell Lappe criou o primeiro conjunto de unhas postiças para os pacientes que roíam unhas. Em 1955, outro dentista, Frederico Slack, que após tentar consertar uma unha quebrada com o acrílico, acidentalmente inventou as chamadas extensões de acrílico para unhas.

 

 

 

 

 

 

1960 – Unhas em tons pastel eram populares nos anos 60. Estrelas como Farrah Fawcett e Goldie Hawn combinavam as cores das unhas com os olhos e os cabelos. As unhas ficaram mais naturais.

 

 

 

 

 

 

 

 

1970 – A prática de aplicar longas unhas falsas tornou-se generalizada. Para corresponder a demanda, o número de salões cresceu consideravelmente. Em 1976, o norte-americano Jeff Pink criou a francesinha, perfeita para as ocupadas estrelas de Hollywood.

 

 

 

 

 

 

 

1980 – Assim como na moda, houve uma explosão de esmaltes coloridos e nada tímidos. Tinha de tudo, do neon ao glitter.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1990 – Os anos 90 trouxeram o minimalismo, cores tradicionais como vermelho, nude, e rosa voltaram à moda. Os fãs do grunge também tiveram seus momentos, com esmaltes propositalmente lascados.

Até pouco tempo atrás houve um revival da modinha, lembram?

 

 

 

 

 

 

2000 – Com texturas modernas, brilhos e enfeites, as unhas passaram de simples à um plano elevado. Tem havido um nível de interesse sem precedentes nas unhas artísticas ou nail art, bem como na industria das unhas. Hoje, mãos bem feitas não é somente uma questão de higiene e boa aparência, mas sim um acessório poderoso na hora de compor um look, além de refletir a personalidade e o estado de espírito.

 

 

 

 

Qual a história das suas unhas? Conte para a gente, qual é a sua moda e estilo preferido!

René Gruau e sua arte


René Gruau era italiano radicado na França, viveu 95 anos (faleceu em 2004) e teve uma longa e bem sucedida carreira como ilustrador. Suas ilustrações traduzem o glamour e a sofisticação da alta costura dos anos 50. Colaborou com grandes revistas de moda e maisons como Marie Claire, Vogue, Balenciaga, Givenchi, Balmain e Lanvin, além de ter sido uma figura-chave na equipe de marketing de Christian Dior. Marcou a moda, e a arte da estampa (depois de Toulouse-Lautrec, é ele o grande desenhista dos “Grands Cabarets”). A sua pintura encarna a sensualidade e o glamour do universo feminino e o luxo das noites parisienses. Mas o que torna seu trabalho tão especial? Seu estilo é distinto e facilmente reconhecível. Embora inspirado em xilogravuras japonesas, arte do século 19 e cartazes, Gruau permanece altamente original.

Ontem, a Christie’s promoveu um leilão com as obras do ilustrador, a estimativa era que cada obra atingisse de £ 2.000 a £ 10.000 (ou R$ 28.063) nos lances.

Esse ano a Dior lançou uma sombra em edição limitada inspirada em ilustração de René Gruau para a Maison.

Não é linda? O trabalho, feito pelo artista René Gruau, retrata o “Bar Suit”, look casual chic criado por Dior, em tons que passeiam pelo cinza, roxo, rosa e preto. É praticamente um item de colecionador. Na Europa pode ser encontrada por 82,50€

Confira o video da campanha abaixo: