Nouvelle Vague e a moda


Desde que apareceram nas telas do cinema, os filmes da Nouvelle Vague (nova onda, em francês) nunca saíram de moda. De tempos em tempos, as referências da época aparecem nas passarelas e nas ruas, retomando o estilo e a atitude do movimento encabeçado por cineastas como Truffaut, Godard e Chabrol, um dos primeiros diretores da época, que faleceu em 2010.

A Nouvelle Vague é bem conhecida pelo seu estilo arrojado e técnicas experimentais de filmagem, tanto visuais como narrativas. O movimento foi influenciado na época por auteurs de Hollywood (John Ford, Orson Welles, Alfred Hitchcock) e também pelo neo-realismo italiano. Foi um movimento de cinema preocupado com a situação da classe trabalhadora.

Nessa abordagem realista não havia uma preocupação com a moda propriamente dita, os figurinos de muitos filmes da Nouvelle Vague francesa retratavam o estilo básico usado na época. Então, qual é a diferença entre ser inspirado pelos filmes e ser inspirado pela moda dos anos 60, e porque os designers são tão loucos por ela? A influência da Nouvelle Vague na moda, sem dúvida tem muito a ver com uma atitude geral – o je ne sai quoi dos ícones da época – assim, como acontece com o figurino usado pelas estrelas nos filmes de hoje. Não se trata do que foi usado nos filmes, mas quem usou e como usou.

Assim como os roteiros, os figurinos também tinham um toque de contestação. Os solitários existencialistas e as divas cool dos anos 50 e 60 revelaram ao mundo, por meio de sua caracterização, uma nova geração de homens e mulheres que emergiam na Europa do pós-guerra: amorais, fragmentados e ambíguos.

Politica, sexual e algumas vezes violenta, a Nouvelle Vague francesa vem servindo de inspiração para a moda a mais de 50 anos. Para o estilista Jason Wu, a atitude “travessa” e “indiferente” dos filmes foi a luz de inspiração para a coleção de primavera feita para a Target online (infelizmente não entregam no Brasil). Nesse vídeo gracinha, o gato Milu mostra a coleção francesinha retrô de Wu, uma homenagem à Nouvelle Vague:

Agora que tal fazer uma sessão pipoca e se inspirar na “nova onda” francesa?

 

  • Viver a Vida – Vivre sa Vie ( Jean-Luc Godard – 1962) 

Nana (Anna Karina) é uma jovem que abandona o seu marido e o seu filho para iniciar sua carreira como atriz. Para financiar sua nova vida começa a trabalhar numa loja de discos, mas não ganha muito dinheiro. Como não consegue pagar o aluguel, é expulsa de casa e decide virar prostituta. No primeiro dia que começa a trabalhar na rua, reencontra Yvette, uma velha amiga que lhe confessa que também se prostitui por necessidade. Yvette lhe apresenta a Raoul, que passa a ser seu catetão.

  • Jules and Jim – Uma Mulher para Dois (François Truffaut, 1962)

O filme conta a história de Jules, um alemão ingênuo, e Jim, um francês do tipo elegante e sedutor. Eles são amigos e se apaixonam pela mesma mulher.

  • O Desprezo (Jean-Luc Godard, 1963)

Paul Javal é um roteirista que vai para Roma trabalhar numa adaptação de A Odisséia, de Homero, que o diretor Fritz Lang está rodando na cidade. Paul é casado com a bela Camille ( Brigitte Bardot) e se arde de ciúmes quando ela aceita uma carona do produtor do filme, Jeremy Prokosch. Durante uma longa cena doméstica Camille fala de seu desprezo pelo marido. O rompimento acontece em Capri, onde são realizadas as externas do filme.

  • Acossado – Breathless (Jean-luc Godard, 1959)

Após roubar um carro em Marselha, Michel Poiccard vai para Paris. No caminho mata um policial e em Paris convence a relutante Patricia Franchisi, uma estudante americana com quem se envolveu, para escondê-lo até receber o dinheiro que lhe devem. Michel promete a Patricia que irão juntos para a Itália, no entanto o crime de Michel está nos jornais e agora não há opção. Ele perde a consciência da situação na qual se encontra e anda pela cidade cometendo pequenos delitos, mas quando é visto por um informante começa o final da sua trágica perseguição.

*As fotos foram ilustradas com modelos de Jason Wu.

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Pump Up The Volume!


Como eu disse no ultimo post, os anos 60 está super presente nas passarelas e nas campanhas internacionais de inverno no hemisfério norte. Assim como a moda e a maquiagem sofrem influências, os cabelos também, agora é a hora do cabelão! Cabelos soltos volumosos ou penteados resgatam o glamour histórico das musas absolutas e conferem muito estilo na hora da produção.

Brigitte Bardot no filme O Desprezo 1963

Brigitte Bardot and the original Paparazzi exhibition James Hyman Gallery, Londres

Brigitte Bardot and the original Paparazzi exhibition James Hyman Gallery, Londres

Jane Fonda no filme Barbarella 1968

Audrey Hepburn, Bonequinha de luxo 1961

Audrey Hepburn

Catherine Deneuve à esquerda no filme La Belle du Jour 1967

Use shampoo e condicionador para volume (mesmo se você tem cabelos cacheados) e aplicar condicionador apenas nas pontas.

Levante a raiz com produtos específicos como o Volumizing da Paul Mitchell e seque os cabelos levantando a raiz com os dedos.

A forma mais antiga para criar volume é desfiar a raiz com pente fino (pergunte para sua mãe ou avó). Ao invés de usar o pente fino prefira uma escova chata do tipo raquete, as cerdas são mais espaçadas e danificam menos os fios.

Um produto perfeito para levantar a raiz e criar o “voluminho 60” é a pomada em pó Healing Style Powder Up Texturizer da Lanza. Testada e aprovada! Não pesa e é muito fácil de usar, é só pulverizar nas raiz e voíla! Volume instantâneo.

Para criar ondas, use o babyliss nas pontas e solte com os dedos. Para fixar os coques use grampos grandes e da cor do seu cabelo, pois fixa melhor e você acaba usando menos grampos.

Finalize com spray de cabelo (laquê). O Elnett da Loreal e o nacional Karina são boas opções.

Raquel Zimmerman para Jimmy Choo

Isabeli Fontana para Vogue

Jessica Alba

Carol Trentini para Bally

Campanha Lanvin

Isabeli Fontana para Bottega Veneta

Natalia Vodianova na Vogue USA