Perfumes


O perfume é uma mistura de óleos essenciais aromáticos, álcool e agua, utilizado para proporcionar um agradável e duradouro aroma ao corpo. NÃO É SÓ ISSO!! Por traz do perfume que usamos hoje tem toda uma história tão antiga quanto a humanidade. Confira os passos dessa história até os atuais frasquinhos que tanto amamos:

Pré-história: Homens das cavernas melhoravam o gosto dos alimentos queimando madeiras e resinas.

Egito Antigo: Para ritos religiosos os egípcios honravam seus deuses “esfumaçando” os ambientes e produzindo óleos perfumados.

Grécia Antiga: Os gregos usavam perfumes que tivessem características medicinais, essas novas fragrâncias eram trazidas através de suas expedições.

Império Islâmico: Uma contribuição fundamental para a evolução da perfumaria foi a invenção do alambique, pois após esse acontecimento foi possível começar a destilação de  matérias-primas.

Século XII: Para higiene pessoal e para prevenir doenças, os cristãos usavam fragrâncias. Em 1370, o primeiro perfume a base de álcool foi feito especialmente para a rainha da Hungria, Elizabeth.

Século XVI: Fato importante foi quando houve a fusão de duas profissões: a de curtir o couro e a de perfumista, pois a moda dessa época eram as luvas perfumadas usadas pelos nobres da corte.

Idade Média: O perfume é muito usado nos ambientes de banhos públicos.

Século XVII: Época do auge de fragrâncias “animálicas” (extraído de animais). Perfumes intensos com civete e musk.

Renascimento: O auge da moda são os perfumes com fragrâncias doces, florais ou frutais.

Século XVIII: Os cristãos passam a perfumar as cinzas na Quarta Feira de Cinzas. Nesta época os perfumes começam a serem reconhecidos por sua sedução e sensualidade, surgem várias novas fragrâncias e frascos diversificados.

Século XIX: A França se torna capital mundial da perfumaria, através da cidade de Grasse, região de Provence.
Os aromas encontrados na natureza são reproduzidos artificialmente através da química, dai o surgimento das matérias primas sintéticas.

Campos de lavanda em Grasse.

1900 – 1920 – A virada do século e a eletricidade marcaram o início de uma nova era.
Madame Curie descobriu o urano, época em que os primeiros Zepelins atravessavam o céus…
É lançado o Chypre com aromas de patcholi e musgo que deram nome a várias famílias futuras, inspirando muitos clássicos nas décadas seguintes. Nessa época as mulheres começaram a trabalhar.

ANOS 20 – Época do Charleston e das novas notas olfativas para tentar acompanhar a evolução da moda. A década de 20 foi uma das mais criativas na área da perfumaria.
Nasceu Chanel nº 5, o primeiro perfume com materiais sintéticos. Aliás, ao que parece, um assistente do perfumista francês Ernest Beaux teria errado na composição da fórmula da fragrância encomendada pela figurinista Coco Chanel. Em vez de apenas 1% de aldeído undecilênico, a solução recebeu acidentalmente uma dose dez vezes maior. A fragrância resultante foi considerada extraordinária e deu início a um “boom” no uso dos aldeídicos na fabricação de perfumes.

Shalimar Guerlain, 1925

ANOS 30 – Notas orientais (misturas com baunilha) são o máximo da época e dá-se o retorno de algumas fragrâncias clássicas. Greta Garbo, Katharine Hepburn e Jean Harlow dominavam as telas de cinema. Contrariando os tempos de crise, o estilista Jean Patou lançou Joy, o perfume mais caro do mundo. 

ANOS 40 – Paris era a capital do luxo e Nova Iorque ditava o contemporâneo. Hollywood virou a fábrica de sonhos. Os cabelos de Rita Hayworth inspiravam a moda e as curvas de Mae West motivaram a criação do perfume Femme de Rochas.

Femme de Rochas

ANOS 50 – A sofisticação e a inocência de Audrey Hepburn foram traduzidas no perfume L’Interdit de Givenchy. Chanel nº5 ganharia a mais célebre das garotas-propaganda, que confessava dormir apenas com algumas gotas do perfume: Marilyn Monroe.

L interdit, Givenchy

ANOS 60 –  Beatles e os Rolling Stones embalavam o rock dos anos 60. Surgiam as minissaias e a modelo Twiggy, musa da extrema magreza. As grandes mudanças de comportamento eram marcadas por fragrâncias que evocavam a liberdade. Em plena era de Woodstock, as notas florais e aldeídicas são predominantes em quase todas as criações. Madame Rochas foi inspirado no Chanel n 5 mas com um toque de modernidade.

Madame Rochas

ANOS 70 – A grande descoberta da época foi a categoria dos orientais para as mulheres que gostavam de provocar. Yves Saint Laurent lança o Opium.

ANOS 80 – Época do consumismo. Surgiram os florientales. Houve um aumento dos perfumes florais doces.  Dior lança o Poison.

Poison da Dior. Repare que a imagem da mulher diante do espelho forma uma caveira.

ANOS 90 – A década foi marcada pela globalização e pela interatividade e a perfumaria por dois ícones: o unissex CK One e o saboroso Angel. A moda voltava-se para o minimalismo.

 2000  – Volta ao romantismo, florais, novos aldeídicos, novos Chypres, novos orientais. Releitura dos clássicos com formulas mais modernas.

Hoje os perfumes são muito acessíveis, tem para todos os gostos e bolsos. Fiz uma Wishlist com os últimos lançamentos, confira;

Mix feliz de framboesas e peônias, fora a embalagem linda do Oh, Lola - Marc Jacobs

Vanilla e Sândalo trazem a sensação de conforto de um abraço quente. DKNY - Golden Delicious

A embalagem Art Nouveau é um chame a parte. O Prada Candy enche a boca d`agua com um mix de mel, baunilha e caramelo, bem docinho e feminino.

O Fan di Fendi tem cheiro de rica e atrai riqueza com notas de couro, tangerina da Calábria e jasmim. O frasco é uma verdadeira jóia.

O Body da Burberry é para se sentir feminina e poderosa, ele traz notas de absinto verde, associado ao frescor do pêssego, rosas, frésias e íris. O toque final fica por conta das notas de sândalo, âmbar, almíscar e baunilha.

CK One Shock é para chegar e roubar a atenção, ele tem notas de jasmim e de frutas mergulhadas em chocolate. Yummmy!!

Trésor Midnight Rose traz o mistério da flor que só abre a meia noite. Notas de groselha negra e pimenta rosa.

O Too Too da Betsey Johnson lembra alegria e vontade de dançar, graças as notas de morango e maracujá. Pena que ainda não tem no Brasil mas dá para encontrar nas Sephoras gringas.

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Always red lips


As mulheres vem realçando a cor dos lábios há muito tempo atrás desde os tempos egípcios. As rainhas egípcias faziam suas colorações a base de henna, besouros esmagados com ovos de formiga e para o efeito cintilante, utilizavam escamas de peixe. No século XVI a rainha Elizabeth popularizou o make cara pálida + boca avermelhada. Foi nessa época que a produção do batom evoluiu para as bases feitas a partir de cera de abelha, óleo de jojoba e derivados de plantas com corantes vermelhos. Em 1770  o batom vermelho virou polêmica, o parlamento inglês aprovou uma lei contra as bocas pintadas, com o aviso de que mulheres que seduzissem homens por meio da maquiagem teriam seu casamento anulado e seriam julgadas como bruxas! Oh god…

Quando a rainha Vitória ocupou o trono, a maquiagem foi quase banida por toda a
Europa por ser considerada vulgar, coisa de prostituta. O batom vermelho sobreviveu nos becos até as atrizes trazerem sua credibilidade de volta. Enquanto isso, no Japão do século XVIII, as gueixas esmagavam pétalas de açafrão para colorir os lábios.

Em 1870, a Guerlain foi a primeira a produzir o make, ele era feito com sebo de veado, óleo de mamona e cera de abelha, e embalado em papel de seda. Com a popularidade do cinema na década de 30 e 40, marcas como Elizabeth Arden e Max Factor começaram a vender batons vermelhos em seus salões. A partir daí a industria americana começou a produzir outras nuances como rosa claro e lilás.

O primeiro Guerlain; Ne M’Oubliez Pas (Não me esqueça)

Primeiros anúncios da Guerlain

Anúncio Max Factor com Rita Hayworth em 1940

Na década de 40 com a febre das pin-ups e a Segunda Guerra Mundial, o vermelho já era sucesso e passou a ser fabricado mundialmente, na embalagem que conhecemos hoje.

Eu amo batom vermelho, seja qualquer estação do ano, dia, noite ou ocasião. Aqui vão algumas dicas para arrasar no vermelho e fazer o make durar mais:

No post burgundy lips eu falei sobre como preparar os lábios para receber o batom, aqui o principio é o mesmo, esfoliar e hidratar. Antes de aplicar o batom eu prefiro contornar os lábios com lápis vermelho, eu gosto muito do Redd da MAC, ele é macio na medida certa e não borra. Depois de contornar preencho todo o lábio com o mesmo lápis, só aí entra o batom aplicado com pincel. Para durar ainda mais, tire o excesso com um lenço de papel e aplique outra camada de batom. Os meus preferidos são o Russian Red, Ruby Woo e o Lady Danger da MAC. Todos tem cobertura matte, exceto o Ruby Woo que é retro matte, ou seja mais sequinho que o matte, todos duram muito na boca, mas todos transferem, então cuidado com a roupa e o namorado!

Russian Red, Ruby Woo, Lady Danger

Dita Von Teese, Gwen Stefani e Scarlett Johansson com o Ruby Woo

Christina Aguilera com Russian Red

Georgia Jagger com Lady Danger na campanha de verão 2012 da Bo.Bô